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Santo Antônio Quero Água
Sinto vazio no peito
Madeira Boa
Meu Patuá
Roda Maravilhosa
Na Aruanda
E Pescador não morreu
Trafico de negro se acabou

Santo Antônio Quero Água

Santo Antônio quero água
Santo Antônio quero água
Santo Antônio quero água
Santo Antônio quero água

Quero água pra beber
Quero água pra lavar
Quero água pra benzer
Quero água

Quero água pra beber
Quero água pra lavar
Quero água pra benzer
Quero água​

Sinto vazio no peito

Sinto vazio no peito
Berimbau vem me ajudar
Vem vem vem
Berimbau vem me ajudar

Sinto saudade do tempo
Que o berimbau me levou
Agora levo ele
Pro lugares onde eu vou

Sinto vazio no peito
Berimbau vem me ajudar
Vem vem vem
Berimbau vem me ajudar

Existe milhões de estrelas
Mas a minha econtrei
Fica no brilho do aço
Do berimbau que toquei

Sinto vazio no peito
Berimbau vem me ajudar
Vem vem vem
Berimbau vem me ajudar

Berimbau deu um pulo no tempo
Me achou nas profondesas
Me deu toda harmonia
Pro canto da capoeira

Sinto vazio no peito
Berimbau vem me ajudar
Vem vem vem
Berimbau vem me ajudar

Pensamento invade o passado
Me deixa acordado para sempre lembrar
Do jogo da capoeira
Que acalma meu corpo, me faz respirar

Madeira Boa
Vou esperar a lua voltar
Eu quero entrar na mata ê
Eu vou tirar madeira boa
Pro meu berimbau fazer

Madeira boa é como amizade
Mas é difícil de se encontrar
A amizade eu guardo no peito
E da madeira vou fazer meu berimbau

Vou esperar a lua voltar
Eu quero entrar na mata ê
Eu vou tirar madeira boa
Pro meu berimbau fazer

Se Mestre Bimba estivesse aqui
Pra me ensinar a escolher madeira
Eu entrava agora na mata
Tirava Ipê e Pau Pereira

Vou esperar a lua voltar
Eu quero entrar na mata ê
Eu vou tirar madeira boa
Pro meu berimbau fazer

A noite vem eu entro na mata
Lua clareia, vou procurar
Jequitibá e maçaranduba
O guatambu eu devo achar

Vou esperar a lua voltar
Eu quero entrar na mata ê
Eu vou tirar madeira boa
Pro meu berimbau fazer

Na velha África se usava o Ungo
Nas grandes festas religiosas
O Kingenge é um dialeto Umbundo
É o berimbau que conquistou o mundo

Vou esperar a lua voltar
Eu quero entrar na mata ê
Eu vou tirar madeira boa
Pro meu berimbau fazer

Na lua cheia vou colher os frutos
E na minguante eu tiro a madeira
Vou pra fazer o meu berimbau
Vou pra tocar na capoeira

Vou esperar a lua voltar
Eu quero entrar na mata ê
Eu vou tirar madeira boa
Pro meu berimbau fazer

Meu Patuá
Foi na Bahia que mandei fazer
Foi na Bahia que eu mandei preparar
Meu patuá meu pai
Meu patuá
Meu patuá para meu proteger

Era Domingo era um dia de oferendas
E eu levei flores para lemanjá
Foi celebrar Jenaina
Rahina menina
E a lemanjá que e a dona do mar

Foi na Bahia que mandei fazer
Foi na Bahia que eu mandei preparar
Meu patuá meu pai
Meu patuá
Meu patuá para meu proteger

Na Bahia um mestre velho mandingueiro
Abiru a roda fazendo uma louvação
Canto bem forte o lamento
Me dando a bênção
Era hora de eu sair para jogar

Foi na Bahia que mandei fazer
Foi na Bahia que eu mandei preparar
Meu patuá meu pai
Meu patuá
Meu patuá para meu proteger

Foi convidado para uma roda de gigantes
Com dois pandeiros e três bermibaus
E um atabaque tocando
Manerio e sereno
Era hora de eu sair para jogar

Foi na Bahia que mandei fazer
Foi na Bahia que eu mandei preparar
Meu patuá meu pai
Meu patuá
Meu patuá para meu proteger

Meu patuá é meu bermibau sagrado
E minha vida también é meu cantar
É os meus amigos sorrindo
Sempre junto comigo
Na volta que o mundo da

Foi na Bahia que mandei fazer
Foi na Bahia que eu mandei preparar
Meu patuá meu pai
Meu patuá
Meu patuá para meu proteger

Roda Maravilhosa
Que som o que arte é essa de luta e brincadeira
Que roda maravilhosa é essa é o Reno Capoeira

Em cada som, em cada toque em cada ginga, tem um estilo de jogo
Em cada som, em cada toque em cada ginga, tem um estilo de jogo

Lauê lauê lá… Lá lauê lauê lauê lauê

Oi siri cantou cantou
Oi siri jogou jogou
Oi siri voôu voôu Deixa voar

Lá lauê lauê lauê lauê
Lá lauê lauê lauê lauê

Na Aruanda

É na Aruanda aê
É na Aruanda ah

Venho de longe, terra dos meus ancestrais
Eu fui acorrentado pra lá não voltar mais
Numa casa de madeira, um tumbar flutuante sobre o mar
Assim eu fui trazido ao Brasil pra trabalhar

É na aruanda
É na Aruanda aê
É na Aruanda ah
É na Aruanda aê
É na Aruanda ah

E na linguagem geji, congagola e nagô
Veio o povo bantuque que no Brasil chegou
Com sua cultura, sua história, seu axé
Os mistérios ancestrais e a força do candoblé

É na aruanda

É na Aruanda aê
É na Aruanda ah
É na Aruanda aê
É na Aruanda ah

E Pescador não morreu

Minha Comadre, pescador não morreu
Minha sereia vai ficar sozinha

Mas se a sereia resolver levar seu pescador
A primeira oferenda é minha

A tempestade balançou o mar
E o pescador se ajoelhou com fé
Ele pediu pra Mãe Iemanjá pra não deixar
O seu barco virar na mare

Mas se a sereia resolver levar seu pescador
A primeira oferenda é minha

Será meu deus que é dia de sorte
A reza forte fez a chuva parar
Corpo fechado, patuá e guia no pescoço
Ele é filho de Odo iya

Mas se a sereia resolver levar seu pescador
A primeira oferenda é minha

Mas diz a lenda Janaina é vaidosa
Quando ela quer, ela vem buscar
Na lua cheia pescador vem comigo, Odo iya
Fazer morada no fundo do mar

Mas se a sereia resolver levar seu pescador
A primeira oferenda é minha

Um campo forte ecoou na aldeia
E uma forte magia fez o ceu brilhar
E o pescador já entrava nas agues da sereia
Era o feitiço pra morrer no mar

 
Trafico de negro se acabou
A muito tempo por aqui chegava
Uma terrível maudição
Ela vinha pelo mar e trazia de la
Saudade dor destruição
 
Trafico de negro se acabou
Tumbeiro não vai mais chega
Trafico de negro se acabou
Tumbeiro não vai mais chegar

Mancha de sangue marcou aquela Guerra
Lagrimas no porto ficou
Adeus meu pai minha mãe
Adeus meu filho meu amor
Adeus adeus não sei pra onde vou… êô

Trafico de negro se acabou
Tumberio não vai mais chegar
Trafico de negro se acabou
Tumberio não vai mais chegar

Aqui chegando era rebatizado
Pedro passava a se chamar João
Negro chegava no cais
Ave maria meu pai
E o seu passado não importava não … êô

Trafico de negro se acabou
Tumberio não vai mais chegar
Trafico de negro se acabou
Tumberio não vai mais chegar

Hoje quando o berimbau toca
Alegria invade o meu coração
Vejo o povo contente sem feitor e corrente
Adeus tumbeiro adeus escravidão… êô